1928 Lutemos Contra o Imperialismo Francês! [Hadj]

Há quase um século, com o golpe do fan, o imperialismo francês empossou o ladrão de nosso país.

Aquilo foi a conquista. Houve o massacre de mulheres e crianças, o incêndio de vilarejos e plantações, o roubo das riquezas por um exército ávido por sangue e pilhagem.

O que foi roubado dos nativos durante os 15 anos de conquista: 18 milhões de cordeiros, três milhões de cabeças de gado, quase um milhão de dromedários e, durante a expedição de Cabília, 300 vilarejos foram incendiados.

Aqui relatamos apenas alguns fatos dentre milhares.

Mas deve-se notar que, embora os massacres tenham terminado, o trabalho de bandidagem permanece, com a ferocidade característica do imperialismo francês. Desde a conquista, 11 milhões de hectares de nossas melhores terras foram roubados, ao passo que os nativos foram empurrados para o sul árido e são dizimados por fomes periódicas. Multas coletivas afetam vilarejos inteiros, apropriações completam a ruína do povo argelino, que é relegado à pobreza.

Em poucas palavras, estes são os resultados da conquista.

A fim de impedir-nos de gritar "ladrões!", "assassinos!", o imperialismo nos amordaça com o Code de l’Indigénat, um vestígio da mais sombria barbaridade. Devido a esse código, toda a violência perpetrada contra os nativos pelos colonizadores é legitimada antecipadamente. Roubo, tortura e assassinato são encorajados abertamente e os culpados têm a garantia da impunidade.

Sem direitos políticos, sem liberdade para se organizar ou falar.

Embora 98 anos nos separem da conquista, permanecemos reféns da guerra de 1830, e a liberdade de viajar nos é permitida com parcimônia. Mesmo sob o regime feudal — que o imperialismo afirma ter abolido — essa iniqüidade não existia.

Tudo isso sob a máscara hipócrita da civilização.

Através da força, o imperialismo nos alista em seu exército.

Para compensar algumas de suas falhas, o imperialismo não hesita em nos massacrar em lutas fratricidas, estando nós inconscientemente contribuindo para o aprisionamento de nossos irmãos marroquinos e sírios e, por meio de uma repercussão fatal, alentando nossa própria opressão.

E entre nossos próprios funcionários essa posição pró-escravatura encontra apoiadores e propagadores em meio aos traidores e vendidos. O imperialismo francês, graças à corrupção, soube como envolver em suas políticas esses elementos, através dos quais exerce sua influência e dominação. Concomitantemente, é através das bocas de Bentami e Chekiken que ansiamos pela chamada "generosidade" dos lobos ante as ovelhas.

Muçulmanos! Nossa conduta é moldada por esse regime odioso.

Unamos nossas forças para desenvolvermos nosso grupo. Pela supressão do Code de l’Indigénat, pela liberdade de imprensa e de associação, pela igualdade do serviço militar, pela liberdade de imigração, contra o envio de tropas para terras estrangeiras, contra a guerra no Marrocos! Lutemos contra o imperialismo francês e por isto:

JOIN EN MASSE L’ETOILE NORD-AFRICAINE!

VIDA LONGA À INDEPENDÊNCIA DA ARGÉLIA!

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